UMA IGREJA DE MUITOS ROSTOS: MISSA AFRO-BRASILEIRA CELEBRA A FÉ, A CULTURA E A ESPERANÇA NA PARÓQUIA SANTA JOSEFINA BAKHITA
A comunicação a serviço do Evangelho, da comunhão e dos povos.Uma celebração marcada pela beleza dos símbolos, pela riqueza da cultura afro-brasileira e pela centralidade de Jesus Cristo reuniu a comunidade paroquial na noite de 15 de outubro, às 20h, na Paróquia Santa Josefina Bakhita. A Missa Inculturada Afro-Brasileira foi presidida por Sua Excelência Dom Lorenzo Maria Ravassi e concelebrada por Sua Excelência Dom Cícero e pelo Frei Padre Souza.
A noite de 15 de outubro ficará marcada como um momento de expressão da fé cristã em diálogo com a história, a memória e a identidade do povo afro-brasileiro. Na Paróquia Santa Josefina Bakhita, a celebração eucarística assumiu a riqueza de uma experiência de inculturação, na qual a fé da Igreja se encontra com as expressões culturais de um povo que, ao longo da história, preservou sua dignidade, sua espiritualidade e sua esperança mesmo diante de profundas feridas sociais.
A celebração foi mais do que um acontecimento no calendário paroquial. Constituiu uma oportunidade para contemplar a universalidade da Igreja, chamada a acolher os diferentes povos e culturas, reconhecendo que o Evangelho não apaga a identidade dos povos, mas pode encontrar nela caminhos para anunciar a Boa-Nova de Jesus Cristo.
A fé que se expressa na cultura de um povo
A inculturação da liturgia recorda que a mensagem cristã é anunciada a pessoas concretas, inseridas em histórias, tradições e realidades sociais específicas. A linguagem, os gestos, os cantos, os ritmos e os símbolos culturais podem contribuir para que a assembleia participe da celebração de maneira mais próxima de sua própria experiência de vida, sempre em comunhão com a fé e a liturgia da Igreja.
Na tradição afro-brasileira, a música, a corporeidade, o sentido comunitário e a memória ancestral ocupam lugares importantes na expressão cultural. Quando acolhidas com discernimento e integradas legitimamente à celebração cristã, essas expressões podem favorecer uma participação consciente, ativa e frutuosa do povo de Deus.
A Missa Afro-Brasileira recordou, assim, que a Igreja não está chamada a permanecer distante das realidades culturais de seus fiéis. Sua missão é anunciar Cristo a todos os povos, respeitando suas identidades e promovendo a comunhão na diversidade.
Uma celebração que também fala de libertação
A dimensão cultural da celebração não pode ser separada da história do povo negro no Brasil. A memória da escravidão, do racismo, da exclusão e das desigualdades continua a interpelar a consciência cristã e a exigir compromisso com a justiça.
Nesse horizonte, uma celebração afro-brasileira também pode tornar-se espaço de reconhecimento da dignidade humana e de valorização de histórias que, por muito tempo, foram silenciadas ou marginalizadas.
A libertação anunciada pelo Evangelho não se reduz a uma ideia abstrata. Ela aponta para a ação de Deus em favor da vida, para a conversão dos corações e para a construção de relações sociais nas quais ninguém seja tratado como inferior por causa de sua origem, de sua cor ou de sua condição social.
O próprio ministério de Jesus revela a proximidade de Deus com os pequenos, os pobres e os excluídos. Celebrar essa proximidade significa também perguntar que tipo de comunidade estamos construindo e se nossas atitudes refletem verdadeiramente o amor que professamos diante do altar.
+ Frei Dom Lorenzo Maria Ravassi
Bispo Auxiliar de São PauloVigário-Geral Arquidiocesano
A comunicação a serviço do Evangelho, da comunhão e dos povos.
Uma celebração marcada pela beleza dos símbolos, pela riqueza da cultura afro-brasileira e pela centralidade de Jesus Cristo reuniu a comunidade paroquial na noite de 15 de outubro, às 20h, na Paróquia Santa Josefina Bakhita. A Missa Inculturada Afro-Brasileira foi presidida por Sua Excelência Dom Lorenzo Maria Ravassi e concelebrada por Sua Excelência Dom Cícero e pelo Frei Padre Souza.
A noite de 15 de outubro ficará marcada como um momento de expressão da fé cristã em diálogo com a história, a memória e a identidade do povo afro-brasileiro. Na Paróquia Santa Josefina Bakhita, a celebração eucarística assumiu a riqueza de uma experiência de inculturação, na qual a fé da Igreja se encontra com as expressões culturais de um povo que, ao longo da história, preservou sua dignidade, sua espiritualidade e sua esperança mesmo diante de profundas feridas sociais.
A celebração foi mais do que um acontecimento no calendário paroquial. Constituiu uma oportunidade para contemplar a universalidade da Igreja, chamada a acolher os diferentes povos e culturas, reconhecendo que o Evangelho não apaga a identidade dos povos, mas pode encontrar nela caminhos para anunciar a Boa-Nova de Jesus Cristo.
A fé que se expressa na cultura de um povo
A inculturação da liturgia recorda que a mensagem cristã é anunciada a pessoas concretas, inseridas em histórias, tradições e realidades sociais específicas. A linguagem, os gestos, os cantos, os ritmos e os símbolos culturais podem contribuir para que a assembleia participe da celebração de maneira mais próxima de sua própria experiência de vida, sempre em comunhão com a fé e a liturgia da Igreja.
Na tradição afro-brasileira, a música, a corporeidade, o sentido comunitário e a memória ancestral ocupam lugares importantes na expressão cultural. Quando acolhidas com discernimento e integradas legitimamente à celebração cristã, essas expressões podem favorecer uma participação consciente, ativa e frutuosa do povo de Deus.
A Missa Afro-Brasileira recordou, assim, que a Igreja não está chamada a permanecer distante das realidades culturais de seus fiéis. Sua missão é anunciar Cristo a todos os povos, respeitando suas identidades e promovendo a comunhão na diversidade.
Uma celebração que também fala de libertação
A dimensão cultural da celebração não pode ser separada da história do povo negro no Brasil. A memória da escravidão, do racismo, da exclusão e das desigualdades continua a interpelar a consciência cristã e a exigir compromisso com a justiça.
Nesse horizonte, uma celebração afro-brasileira também pode tornar-se espaço de reconhecimento da dignidade humana e de valorização de histórias que, por muito tempo, foram silenciadas ou marginalizadas.
A libertação anunciada pelo Evangelho não se reduz a uma ideia abstrata. Ela aponta para a ação de Deus em favor da vida, para a conversão dos corações e para a construção de relações sociais nas quais ninguém seja tratado como inferior por causa de sua origem, de sua cor ou de sua condição social.
O próprio ministério de Jesus revela a proximidade de Deus com os pequenos, os pobres e os excluídos. Celebrar essa proximidade significa também perguntar que tipo de comunidade estamos construindo e se nossas atitudes refletem verdadeiramente o amor que professamos diante do altar.
Bispo Auxiliar de São Paulo


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